domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Diário de Anne Frank



Sábado, 20 de Junho de 1942

Querida Kitty!

Deixa-me começar imediatamente; neste momento está tudo tranquilo. O Papá e a Mamã saíram e Margot foi jogar pingue-pongue com outros jovens a casa da sua amiga Trees. Eu também tenho jogado muito pingue-pongue ultimamente. Tanto que cinco de nós, das raparigas, formámos um clube. Chama-se “A Ursa Menor Menos Duas”. Um nome bastante idiota, mas baseia-se num engano. Queríamos dar um nome especial ao nosso clube e, como éramos cinco, surgiu-nos a ideia da Ursa Menor. Pensávamos que era formada por cinco estrelas, mas afinal estávamos enganadas. Tem sete, como a Ursa Maior, o que explica a parte do “Menos Duas”. Ilse Wagner tem um conjunto de pingue-pongue, e os Wagners deixam-nos jogar na sua grande sala de estar sempre que queremos. Uma vez que as cinco jogadoras de pingue-pongue gostam de gelados, principalmente no Verão, e uma vez que jogar pingue-pongue faz muito calor, os nossos jogos terminam geralmente com uma visita à geladaria mais próxima que admita judeus: a Oásis ou a Delphi. Há muito que deixámos de procurar dinheiro nas nossas malas – a maior parte das vezes há lá tanta gente que conseguimos encontrar alguns jovens generosos nossos conhecidos, ou um admirador, que nos ofereça mais gelado do que conseguiríamos comer numa semana.
Provavelmente estás um pouco surpreendida por me ouvir falar de admiradores numa idade tão tenra. Infelizmente, ou não, conforme o caso, este hábito parece estar florescente na nossa escola. Assim que um rapaz pergunta se pode acompanhar-me de bicicleta até casa e começamos a falar, nove vezes em cada dez posso ter a certeza de que ele se enamorará imediatamente de mim e não me tirará os olhos de cima um segundo. O seu ardor acaba por arrefecer, principalmente porque eu ignoro os seus olhares apaixonados e sigo o meu caminho, pedalando jovialmente. Se o caso se tornar tão mau que ele comece a divagar sobre “pedir autorização ao meu pai”, inclino ligeiramente a bicicleta, a minha mala da escola cai, e o jovem sente-se obrigado a descer da bicicleta para ma apanhar, e entretanto eu já desviei a conversa para outro assunto. Estes são os de tipo mais inocente. É claro, há aqueles que mandam beijos e tentam segurar-me no braço, mas esses estão definitivamente a bater à porta errada. Desço da bicicleta e, ou me recuso a continuar na companhia deles, ou ajo como se me sentisse insultada e digo-lhes, em termos que não deixem dúvidas, para continuarem o seu caminho sem mim.
E pronto. Assentámos assim as bases para a nossa amizade. Até amanhã.

Tua, Anne

quinta-feira, 25 de março de 2010

O Livro do Mês

No mês de Fevereiro o vencedor do concurso O LIVRO DO MÊS, foi o Serhiy Kryshmaru, do 7º CEF. Para Abril, propomos a leitura de “História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”, de Luís Sepúlveda. Requisita o livro na Biblioteca Escolar e aproveita as férias da Páscoa para a tua leitura. Os comentários sobre o livro deverão ser deixados aqui, clicando no link comentários, deste post, até ao ao dia 30 de Abril.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O Pianista

O Enigma das cartas anónimas



Gostei deste livro principalmente porque a Agatha Christie nunca nos deixa de surpreender. Uma coisa que gosto nos livros desta autora e, especialmente neste, são as personagens. Considero-as complicadas e todas escondem sempre alguma coisa. A história desenvolve-se à volta de Jerry Burton que, devido a um acidente de aviação, é obrigado a passar umas férias numa aldeia pacata e aparentemente sossegada com a irmã. É nesta altura que uma torrente de cartas anónimas que pretendem difamar os seus destinatários é enviada a várias pessoas, incluindo eles, e espalha rapidamente a desconfiança pela pequena aldeia até que chega a provocar um assassínio.

Marley & Eu



Eu gostei especialmente deste livro, porque fala da amizade entre o cão e o homem. Este livro transmite a ideia de que um cão, dá realmente muito trabalho e requer muita disponibilidade mas no final, percebemos que tomar conta de um animal pode ser muito compensador. Durante todo o livro o cão envolve-se em várias brincadeiras com a sua familia criando muito divertimento mas também algumas dificuldades. A personagem que mais gostei foi o dono do Marley, pois ele criou com o seu cão laços muito fortes e provou que por vezes temos que fazer opções na vida.
Este poderá ser um bom livro para leres nas férias, pois é de fácil leitura e muito divertido.

Carolina Silva, 9ºC

terça-feira, 9 de março de 2010

Perfume



Este livro é baseado na história de um assassino chamado Jean-Baptiste Grenouille, que após várias etapas da sua vida descobre a sua "raison d'être": a procura do perfume que pudesse satisfazer o seu olfacto. A parte de que eu mais gostei foi o final pois foi uma reviravolta completamente inesperada que pôde dar várias e diferentes análises. A etapa que eu menos gostei foi a parte em que ele viveu no planalto. Recomendo este livro pois é de fácil leitura devido ao seu enredo e à acção contínua.

Guilherme, 9ºC

segunda-feira, 8 de março de 2010

Fúria Divina



“Foi a meio da estreita ponte baixa, entre a lagoa azul e a lagoa verde, que Tomas reparou no homem.” É assim que Rodrigo dos Santos começa uma empolgante e espectacular história que aborda o mundo do Islão, onde as personagens principais são o historiador português Tomas e o jovem árabe Ahmed que acaba por tornar-se num fundamentalista islâmico, por influência do seu professor, tornando-se num pesadelo mundial.
Escrito com base no alcorão, “Fúria Divina” cerra-nos a uma possibilidade futura no nosso mundo, onde a Al-Qaeda têm em sua posse uma bomba atómica e ataca os E.U.A., atentado levado a cabo por Ahmed, onde o português Tomas terá como função impedir que tal tragédia aconteça.
Este romance foi revisto por um dos primeiros operacionais de Al-Qaeda. Escrito em base de factos reais, “Fúria Divina” já vai na 6ª Edição e vendeu mais de 100.000 exemplares.

Filipe Pintado, 9ºC